
Ser uma coruja branca não é uma tarefa das mais fáceis.
Primeiro porque é necessário se despir de muitos sentimentos.
Segundo porque é preciso ter coragem e não ter medo da verdade, do mistério.
A coruja branca se destaca por si.
Voa só, se basta e existe uma beleza imensa nisso.
Ela é inteira e não há rastros de solidão.
Ganha o céu escuro sem medo.
Voa para ela, sem precisar de platéia e nem de aplausos.
A coruja branca tem uma beleza misteriosa.
O seu olhar é profundo.
Ela não precisa se fazer aparecer.
Há um magnetismo nessa inteireza.
E a atenção se volta à ela naturalmente.
Centrada, corajosa, livre.
Um bicho lindo.
Ser uma coruja branca é estar disposto a estar em si.
É não buscar fora.É se restabelecer, com firmeza e ternura.
Viver e viver.
Voar na escuridão.
Espalhar beleza.
Seguir sem medo.
Com uma única certeza: o vôo é sempre solitário.
Saber ganhar o céu sozinho, com coragem e inteireza.
É saber que o mistério é único e pessoal.
Nao discuto qualidade literaria de poemas escritos por gente que eu conheco. Fica a lembranca de uma noite inesquecivel em Sta Marta. Marcelo (Loufti), tu fala hein rapaz? Tenho certeza que vc eh cineasta e nao quis nos dizer!!!! Rambo EH um puta filme!
1 comments:
Aêeeee, sabia que um dia encontraria vocês. Mariana, fique a vontade para detonar a qualidade literária desse poema porque ele não foi escrito por mim. Ainda bem, né! :p
Espero a visita de vocês no Rio.
beijos,
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