
Tres dias de viagem ateh chegar ao Salar de Uyuni. No altiplano, flamingos, llamas, alpacas e lagoas coloridas (azul, verde e vermelha) existem tranquilamente ateh a chegada de 18 maquinas fotograficas enlouquecidas e divididas em tres caminhonetes 4x4.
O Salar em si impressiona pelo tamanho e a imensidao branca nos serviu de brincadeira para muitas fotos de perpectiva (falsa). No mais, faltou a agua rasa para que vissemos o espelho que se forma e que duplica o ceu.
A passagem pela cidade de Uyuni foi rapida. A sujeira das ruas e a apatia dos moradores em relacao a isso me incomodou.
O proximo destino boliviano foi a cidade mineira Potosi. A cidade foi um dia a mais rica e mais importante cidade na America Latina (como nos repetiam a toda hora os moradores). A riqueza vinha da prata e deixou na cidade uma heranca de bonitos predios coloniais (espanhois, obviamente).
Para o turista de agora, resta um passeio as minas que jah nao geram prata, e sim zinco. Nao achei boa ideia me enfiar de baixo da terra na cidade mais alta do mundo. Portanto minha visita as minas durou pouco. Mas o Brian foi ao nivel 4 (seria menos 4?) e testemunhou a dura vida mineira.
Mas os ricos de Potosi nao moravam la. As grandes mansoes ficavam e ficam em Sucre, que eh oficialmente a capital da Bolivia.
Em Sucre passamos o ano novo com nossos amigos de ocasiao. Os fogos de artificio foram bonitos e eu me esforcei para celebrar a passagem aa brasileira. Mas, nao deu...rs
Visitas a museus esqueciveis, miradores e uma pressa para seguir a diante marcaram minha visita a Sucre.
Dez horas de onibus depois e chegamos a La Paz. A capital efetiva do pais eh frenetica como toda grande cidade. Os Pazenhos aliviam o stress jogando pebolim na rua apos a jornada de trabalho. Vou tentar levar a ideia pra Sampa!!!!
La Paz tambem foi o ponto de partida de dois interessantes passeios. O primeiro foi uma repeticao do que eu jah tinha visto no Mexico, as lutas livres meio "circo". O segundo foi um passeio guiado aas ruinas de Tiwanaco, uma civilizacao andina anterior aos Incas.
Em La Paz comecamos a admitir que a estrada nem sempre eh gostosa. Na Bolivia sofremos com a sujeira, com a altitude, com a comida ruim, com os banheiros as vezes inexistentes e muitas vezes imundos.
Imaginei que no destino seguinte, Copacabana (no lago Titicaca) minha Aventura Andina ia ser menos aventura, ou menos andina. Mas isso nao aconteceu...
Aqui em Copa, de onde reporto, as mesmas mazelas bolivianas nos acompanharam. A cereja do bolo foi o passeio pelo Titicaca em um barco superlotado, sem nenhum colete salva-vidas, no meio de uma tempestade de granizo e trovoes. Mesmo assim, a natureza eh sempre meu espetaculo favorito. Bravo! Bravo!
Sobrevivi pra contar as historias, isso eh o que importa. E pra falar a verdade, nao me arrependo de nada e faria de novo. So que lah no fundo, to bem feliz de dar adeus aa Bolivia!
Amanha eu cruzo a fronteira para o Peru, desejem-me boa sorte ;o)
Beijos
Mari